quinta-feira, 12 de julho de 2007

Todo molhadinho!

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Cada gota, cada molécula, amo cada uma. Levanto as mãos pro céu, não apenas pra agradecer cada gota que por coincidência se esbarra em mim, e sim para entrar em contato com ela o quanto antes. As vezes fecho os olhos pensando que é um sonho, as vezes abro pra não perder nenhum momento. Orgasmos tomam conta do meu corpo que não é nada em frente a imensidão do dilúvio que está sobre mim. Não é atoa que está a cima, realmente é algo superior a nós, podres mortais, tão inúteis que não sabemos nem fechar a torneira enquanto escovamos os dentes. É uma pena saber que isso tudo, muito provavelmente seja Deus aos prantos lá em cima, decepcionado com os filhos. Nem vale a pena falar nada, não temos ouvidos, não temos nada. Por isso levanto as mãos para o céu e agradeço cada gota de chuva que lava minha alma.

Tudo bem, eu entendo que você me odeie mesmo assim.

passa amanhã...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Não é atoa que a cabeça é longe dos pés

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Caminho, sem caminho. Sem estrela pra me ajudar a seguir. Sem manga nem caqui, sem banana. Com fome não sei de que. Sem vontade de perder, mas sem saber com quem brigar. Já ouvi falar que o importante é caminhar, olhar pro céu sem ter medo de bater com a cara em um poste. Sem sombra, sem chapéu e sem receio da morte.


Sem muita paciência, vou descobrindo a ciência que é inspirar.

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passa amanhã

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domingo, 1 de julho de 2007

me emprestem um Delorium!

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Queria ir embora pra sempre por apenas um segundo. Um momento em que meu corpo simplesmente não precisasse da alma e ela pudesse sair por aí. Podesse ver de perto a folha mais linda do mundo, que reside na floresta mas pura onde o homem nunca pisou. Tomar um banho de chuva no meio do oceano. Dormir no ombro de Deus.

Quero ir embora. Não apenas ir lá pra fora ver o por do Sol. Queria toca-lo, poder sussurrar no seu ouvido palavras de amor e abraça-lo pra tentar retribuir todo o calor que me concedeu. Quero ir embora. Não sei se está na minha hora e nem quero saber. Quero apenas viver cada segundo, no meu mundo, não nesse onde as pessoas tem carros e apartamentos. Queria apenas uma casa de barro bem longe de qualquer cigarro. Queria um vento que me levasse ou que apenas me amasse como eu o amo.

Engraçado como cada pelo do meu corpo se levanta agora, como se estivesse na hora de ir embora. Não queria os desrespeitar, fingir que nada esta acontecendo. Família, meus amigos e tudo que me faz ficar, não quero lhes culpar, mas é uma pena que não posso e nem tenho como ir embora. A não ser que alguém tenha um Delorium pra me emprestar.


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passa amanhã...